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Relatório aponta que até 2019 haverá 500 megawatts de projetos comunitários de energia solar instalados a cada ano nos estados americanos.

Segundo o último relatório solar da GTM Research, 410 megawatts de energia solar comunitária serão instalados nos EUA em 2017. O relatório intitulado U.S. Community Solar Outlook 2017, descreve as usinas solares comunitárias como uma oferta cada vez mais atraente para empresas inovadoras e para as próprias distribuidoras de energia à medida que este tipo de projeto começa a ir muito além dos projetos piloto que já comprovaram a viabilidade da solução.

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Em 2016 o mercado americano de usinas solares comunitárias e ou compartilhadas atingiu a marca de 200 megawatts, apesar de algumas “oportunidades de crescimento perdidas” causadas por atrasos regulatórios e legislativos.

A energia solar compartilhada comunitária ganhou uma posição no mercado dos EUA durante os últimos cinco anos e seu crescimento não mostra sinais de abrandamento. Em 2010, existiam apenas dois projetos solares compartilhados mas hoje já são mais de 150 programas em funcionamento ou em desenvolvimento no país.Com quase 3 gigawatts de energia solar comunitária em desenvolvimento, as comunidades solares estão no trajeto para transformar-se um mercado anual de 500 megawatt a partir de 2019.

A origem das comunidades solares compartilhadas tem muito a ver com consumidores que não tem acesso à energia solar hoje: “infelizmente, a energia solar ainda é inacessível a vastos mercados não alcançados que é o que podemos chamar de “ o sem telhados”, ou seja cidadãos e empresas que não tem área disponível para gerar sua própria energia nos seus telhados, não tem recurso para gerar a própria energia de forma individual, edificações com muitas sombras dentre outras limitações, comenta o Eng.Carlos Café, diretor do Studio Equinócio empresa que vem desenvolvendo projetos de comunidades solares no Brasil.

Os “sem telhados” estão presentes em vários países e por isso mesmo as comunidades solares fazem sentido da mesma forma que  no Brasil. Por exemplo, nos EUA, O National Renewable Energy Laboratory (NREL) estima que apenas 27% dos telhados residenciais americanos são capazes de hospedar um sistema solar devido a desafios estruturais, sombreamentos ou até mesmo “questões relativas à propriedade dos imóveis” – principalmente famílias que alugam suas moradias e não pode instalar painéis solares sem um consentimento de um terceira parte.

Felizmente tudo indica que o acesso à energia solar está cada vez mais democrático, distribuído e organizado em comunidades solares independentes. Novos modelos estão surgindo para complementar e preencher lacunas neste mercado.

As comunidades solares podem ser definidas então como “um sistema de energia solar que fornece energia e ou benefícios financeiros de economia de energia para vários membros da comunidade e se apresenta como uma oportunidade única para levar o acesso solar para as massas, finaliza Café.

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