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Portugal comemora ‘Dias Europeus do Sol’ em Maio

Pelo quarto ano consecutivo, a Associação Portuguesa de Indústria Solar (APISOLAR) coordena os ‘Dias Europeus do Sol’, que se comemoram de 1 a 15 de Maio.

O projeto promovido pela Comissão Europeia no âmbito do programa ‘Intelligent Energy Europe’, visa sensibilizar e promover a utilização da energia solar em cada Estado-Membro.

Deste modo, a APISOLAR pretende envolver o maior número de entidades na iniciativa com a realização de mais de 100 eventos pelo país.

Além de fomentar a promoção do Sol como fonte de energia, durante quinze dias haverá atividades para empresas do setor e ações formativas e educativas.

Em Portugal, a APISOLAR é a entidade organizadora oficial. Tem como função coordenar todos os eventos associados ao projeto, sendo responsável por angariar outros eventos que decorrem por todo o país.

Contribui, através da sua divulgação e fornecimento de material de comunicação junto das instituições promotoras dos eventos e da comunidade.

Studio Equinócio.

Possíveis impactos do desastre no Japão sobre o mercado solar fotovoltaico.

Desde o início deste mês o mundo tem acompanhado o triste desenrolar de um dos maiores desastres naturais da história, o terremoto, seguido de tsunami, ocorrido no Japão. Entre mortos confirmados e desaparecidos, os números ultrapassam 10 mil pessoas, além de dezenas de milhares de desalojados e desabrigados. Algumas análises têm sido feitas sobre os possíveis impactos deste trágico evento, em diversas áreas da economia japonesa e mundial. Uma das áreas em foco é a energia, em função das consequências do desastre nas usinas nucleares japonesas, principalmente na usina de Fukushima Daiichi com seus 4,7GW de potência. No curtíssimo prazo, uma forma de reduzir o gap na geração de energia é aumentar o despacho das usinas termelétricas à gás natural ou carvão. Em consequência, o preço do gás natural já tem aumentado nos últimos dias, como é o caso do gás fornecido pela Rússia, que é um dos principais fornecedores das térmicas japonesas. A Rússia, por sua vez, também é o principal fornecedor de gás natural para vários países da Europa, que podem ver aumentar os seus custos de energia.

No mercado de energia solar fotovoltaica, havia expectativa de continuação do ciclo de queda do preço dos painéis fotovoltaicos, em função de anúncios de expansão de capacidade produção de fabricantes chineses. A produção mundial estava prevista em 35GW, contra uma demanda de 22GW para este ano. Mas, os acontecimentos dos últimos dias indicam a necessidade de uma reavaliação deste cenário. No lado da oferta, um grande fornecedor mundial de lingotes e wafers de silício, tem sua planta em uma das áreas mais atingidas pelo terremoto. A planta, que está parada em função da falha no fornecimento de energia, poderá passar por dificuldades de produção por causa dos cortes de energia iniciados e programados para ocorrer no país. No lado do consumo, haverá grande demanda de todas as formas de geração de energia distribuída, incluindo a fotovoltaica, para a reconstrução da infraestrutura do país. Em 2010, foram instalados mais de 1,2GW de potência em sistemas fotovoltaicos, com expectativa de dobrar esta capacidade anual em um período de três anos. No cenário de reconstrução, com a tendência de alta nos preços do gás natural, a energia fotovoltaica aparece como uma das melhores alternativas para estabilizar o fornecimento de energia distribuída, e deve ser amplamente utilizada e incentivada pelo governo japonês. Com isso, não é descartada a possibilidade de, em 2011/2012, o país atingir a previsão dos 2,4GW anuais de energia solar fotovoltaica imaginados para daqui a três anos, suprindo uma parte dos 4,7GW da usina de Fukushima Daiichi.

No restante do mundo, os planos de expansão dos fabricantes chineses de painéis fotovoltaicos podem não se concretizar por diversos motivos. Os programas nucleares mundiais estão em xeque e sendo avaliados ou sob pressão para serem avaliados. Novas regulamentações de segurança surgirão, assim como procedimentos de construção e operação das usinas, mesmo nas mais modernas. Estas ações podem causar ligeiro aumento nos custos da geração de energia por fonte nuclear, além do cancelamento ou postergação da construção de algumas usinas. Um ponto que tem sido questionado é a perda na energia nuclear. Por mais que uma usina nuclear seja segura, quando há problemas em seu “coração”, o reator, este não para até que seja totalmente desativado, perdendo uma imensa capacidade de geração de uma única vez. O tema aqui é a segurança energética, sem entrar no aspecto da segurança da população. E há várias usinas antigas em operação no mundo. Com a pressão do aumento dos preços do petróleo e gás natural e como uma das alternativas à energia nuclear, a Europa pode reforçar os programas de incentivo à instalação de sistemas fotovoltaicos em alguns países, ou reavaliar a redução dos incentivos que estavam previstas em outros. As instalações de sistemas fotovoltaicos podem dar uma turbinada no biênio 2011/2012, fazendo equilibrar a oferta e demanda e, conseqüentemente, estabilizar os preços. Em termos de Brasil, o mercado ainda não nasceu à espera de regulamentação. Mas, no curto prazo, alguns projetos podem não alcançar o nível de preço imaginado pelos seus desenvolvedores, como o recém anunciado projeto Megawatt Solar da Eletrobrás Eletrosul. É um momento de acompanhar a evolução dos acontecimentos e avaliar seus possíveis impactos.

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Por Marcelo Sousa – diretor técnico-comercial da Geração Renovável

Temos o maior potencial solar do mundo e não o utilizamos.

Temos o maior potencial solar do mundo e não o utilizamos. Expecialista da Universidade Católica do Norte ressalta como prioritário considerar esta opção depois de tragédia nuclear ocorrida em Japão. “Agora com maior razão a energia solar deveria ser considerada como uma opção prioritária na matriz energética chilena”,adverte o acadêmico da Universidade Católica do Norte, Wilfredo Jiménez Wong, ao considerar o impacto e as consequências dos acidentes nucleares que afetam Japão, depois do terremoto e tsunami que afetaram ao país asiático.

Para o cientista, esta é a ocasião propícia para que o Estado Chileno tome a decisão de apoiar e investir na criação de Centro Nacional de Energia Solar, bem como hoje já existe uma Comissão Chilena de Energia Nuclear. Desta maneira –aclara-se a necessidade de centralizar a informação e tomar decisões referidas à utilização do Sol como uma alternativa viável, já que o potencial de Chile nesta área nos coloca como o primeiro país do mundo quanto à captação de radiação solar. Conquanto o tema esteja em discussão por mais de três décadas a nível nacional, o avanço em todo este tempo foi escasso. O especialista do Departamento de Gestão da Construção, explica que é viável instalar no deserto uma planta solar térmica de alta potência elétrica, a que pese a seus altos custos iniciais de instalação, à longo prazo seria uma alternativa bem mais barata, e o que é mais importante com risco zero para a população.

“Bem como se destinam mais milhões de dólares por ano na Transantiago, se poderiam investir uma quantidade de recursos para pesquisar no desenvolvimento da energia solar como uma alternativa real e confiável”, sustentou o especialista.

No mundo existe na atualidade uma quantidade considerável de plantas solares que podem produzir até 20 megawatts de potência, o que pode satisfazer às demandas energéticas de uma cidade média ou alimentar sem problemas uma planta dessalinizadora de água de mar. Frente a este palco o cientista e professor Jiménez, que conta com um doutorado em ciências com especialização em energia solar da Universidade de Perpignan, França, estima que é essencial investir na formação de profissionais altamente capacitados que possam guiar e aproveitar o uso do sol como uma alternativa realista e válida que possa competir com a opção nuclear ou os combustíveis fósseis.

Na atualidade, o número de especialistas com conhecimentos avançados em torno do tema solar, é insuficiente para as necessidades e o potencial que apresenta o país. E é por esta razão – explica o Dr. Jiménez- é que resulta prioritário incrementar o número de especialistas nesta área e investir em sua formação. Destaca também como um passo importante nesta direção, a introdução da alternativa solar nos lares e domicílios, mediante a incorporação de painéis solares nas casas. Hoje esta tecnologia existe e poderia ser adaptada a nossa realidade, e aproveitar assim o imenso potencial que possui nosso país nesta matéria.

Para o cientista o ocorrido no Japão deve ser um sinal de alerta que não devemos deixar passar. “Um reator atômico para um país sísmico como Chile deve ser a última opção ou simplesmente deve ser descartada”, enfatiza ainda impactado pelas notícias que chegam desde terras nipônicas. E admite uma profunda pena e tristeza pelo que está sucedendo em oriente. “Eles sofreram um ataque atômico (Hiroshima e Nagasaki), e agora têm que enfrentar este desastre”. Um dos fatos que lhe parece contraditório é a grande aposta feita pelas autoridades japonesas quanto a utilizar de forma extensiva a opção atômica em sua matriz energética, ainda tendo em conta a traumática experiência da Segunda Guerra Mundial e as características geológicas de seu território. “Fica demonstrado que a energia nuclear não é uma opção válida para nenhum fim ainda mais em um país sísmico. Com a energia nuclear não se experimenta, nestas condições”, adicionou a modo de reflexão, lamentando o terrível dano produzido, o que pode ser visto em todo mundo através da televisão ou outros meios de comunicação em massa.

Agrega que comparativamente com o desastre de Chernobyl (Ucrânia), ocorrido em 1986, o quadro que se reproduz atualmente em Japão, é pior, já que não só há que combater quatro reatores (até o momento) nos quais ações concretas devem ser tomadas para mitigar o impacto radiativo ao exterior mas também porque continuarão emitindo radioatividade por milênios. “Será uma tarefa que não permite ver o final. Lamentavelmente, Fukushima já é uma nova cidade fantasma como é atualmente a ucraniana Pritya. Ninguém pode ocultar a realidade nem a documentação que gerou Chernobyl com dez milhões de afetados por câncer e leucemias, cinco meses depois do desastre nuclear… E, a que se começa a escrever em Fukushima. Por isso aposto à energia solar”, sentenciou.

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Fonte: http://luismagno.blogs.sapo.pt/

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