ZOO de Lagos investe em energia solar térmica e fotovoltaica

O Parque Zoológico de Lagos vai investir 25 mil euros na instalação de uma unidade de microgeração de energia com 18 painéis fotovoltaicos para abastecer todo o complexo, sistema que permitirá ainda vender energia à EDP, anunciou hoje o empreendimento.

O projeto, cuja conclusão está prevista até ao final deste mês, contribuirá para reduzir em várias toneladas as emissões de gases CO2, responsáveis pelas alterações climáticas no planeta.

Em comunicado, o ZOO de Lagos considera que o investimento constitui uma aposta “prioritária” para reduzir os custos com a fatura elétrica e, ao mesmo tempo, “dinamizar os bons valores ambientais” através de sistemas de energias renováveis.

“A energia que é produzida é vendida e pode alimentar a zona onde vai ser instalada. Por mês, durante os primeiros oito anos vamos reduzir 200 euros na fatura eléctrica”, destaca aquele empreendimento, instalado na freguesia de Barão de São João, no concelho de Lagos.

A unidade de microgeração é composta por 18 painéis fotovoltaicos com 230 watts cada um e um painel solar térmico para aquecimento de águas sanitárias, ocupando uma área de cerca de 55 metros quadrados.

Inaugurado em 2000, o Parque Zoológico de Lagos acolhe cerca de 600 animais, de 140 espécies, entre as quais aves, primatas, répteis e animais de quinta, estando referenciado como o parque com o maior número de animais em cativeiro do Algarve.

Studio Equinócio

Fonte:http://www.regiao-sul.pt/

Brasil terá fábrica de módulos fotovoltaicos

A Tecnometal vai implantar uma fábrica de módulos fotovoltaicos com capacidade de produção até 25 MWp por ano, em Campinas (SP).

Será a primeira unidade do tipo em escala comercial a entrar em operação no Brasil, onde existem hoje apenas 20 MW fotovoltaicos instalados.

A companhia é a única fabricante de módulos do país, mas até então produzia em escala bem menor, de 1 MW a 2 MW por ano. Com a entrada em operação da nova planta, a Tecnometal terá capacidade de gerar em um ano o equivalente a toda a energia fotovoltaica instalada no Brasil.

“Existe uma demanda enorme em todos os segmentos. Estamos vendo um mercado pronto, maduro e queremos correr atrás”, explica Bruno Topel, responsável pela Tecnometal Energia Solar.

A produção da nova planta será destinada aos segmentos residencial, comercial e industrial. Um dos projetos da empresa é participar da implantação de painéis solares nos estádios que sediarão a Copa do Mundo de 2014. “Está havendo um investimento enorme no setor em todo o mundo. O Brasil ainda vai decolar e essa é a ponta do iceberg”.

Studio Equinócio

Fonte: http://asbc-campinas.com.br

A hora e vez da energia solar nos hotéis

Brasil – Linhas de crédito especiais para a construção e modernização de hotéis que utilizam energia solar para aquecimento de água, incentivos fiscais na compra de equipamentos, legislações que regulamentam o setor e a fiscalização ativa, estão provocando uma grande conscientização e mobilização de investidores e hoteleiros para adotar este sistema que pode reduzir em até 70% os custos com energia elétrica.

No último dia 26 de março muitos hotéis no Brasil desligaram as luzes por uma hora em vários ambientes para participarem da campanha “Hora do Planeta”, uma mobilização mundial de conscientização às mudanças climáticas, promovida pela WWF — World Wildlife Foundation. Os hóspedes também foram conscientizados a darem sua contribuição e evitar utilizar os elevadores e a manterem as luzes e os equipamentos elétricos de seus apartamentos desligados. É louvável esta campanha, mas pena que a maioria absoluta dos hotéis no Brasil poderia economizar energia elétrica durante o ano inteiro, mas só lembram do impacto que a geração de energia pode ocasionar ao clima do planeta durante uma única hora anual. E a maioria dos hotéis brasileiros ainda utiliza a “Hora do Planeta” como um tremendo estardalhaço em ações e campanhas promocionais e de marketing para mostrar aos clientes que se preocupam com as energias renováveis, mas será mesmo? Quantos hotéis no Brasil utilizam energia limpa e renovável, como a solar? São muito poucos, e quem investiu faz uma grande economia, e isso realmente prova aos hóspedes quem é mesmo ecologicamente correto o ano inteiro e não somente por uma única hora anual.

O Hotel Colinas fica numa região de clima frio, mas consegue aquecer bem a água através da utilização de energia solar.

A energia elétrica é um bem muito precioso e caro, em muitos hotéis o custo vem em primeiro lugar, até mesmo na frente de folha de pagamento, seguido pelo consumo de água. Então uma solução eficaz que traz uma enorme economia no custo operacional de um hotel é o aquecimento de água através de energia solar, pois o hóspede que toma banho em minutos em sua residência, não costuma ser tão econômico numa ducha relaxante de um hotel. Um redutor de vazão de água instalado nas duchas e nas torneiras assegura o sistema uma grande economia.

Energia renovável e gratuita

Uma das grandes preocupações dos empresários ou investidores do setor hoteleiro com relação à energia solar é se ela pode ser utilizada em todo o território nacional ou se existem algumas restrições em regiões frias. Um bom exemplo é o Hotel Colinas, localizado na cidade de Giruá, que fica a 376 km de Porto Alegre e a temperatura média é de 19º C, porém em algumas épocas do ano, fica abaixo de zero grau. O hotel Colinas resolveu apostar neste sistema e implantou equipamentos para aquecer quatro mil litros diários pra que os reservatórios e coletores não congelassem com o frio. Para isto, foram utilizados 40 coletores de altíssima produtividade que geram uma economia grande no final do mês na conta de energia.

Painéis solares instalados em telhados de hotéis, como o Ilha do Boi, em Vitória, já fazem parte do cenário urbano de muitas cidades do Brasil.

A radiação solar está disponível em todo o território nacional, no caso dos locais mais frios e com menos radiação basta utilizar um pouco mais de coletores solares para compensar e obtermos o mesmo resultado com a de locais ensolarados e quentes. “Implantando um sistema de energia solar para o aquecimento de água, o hotel pode conseguir uma redução nos gastos com energia elétrica de até 70%. Isto é assegurado através de equipamentos que chamamos de Plug Sol, que pode ser instalado e monitorar em tempo real por telemetria o desempenho do sistema de aquecimento solar. Uma outra forma é contratar uma empresa idônea e competente para conceber e projetar o sistema de aquecimento solar e assim em projeto já se conhece o desempenho futuro da instalação”, revela o diretor da Agência Energia Projeto e Consultoria em Energia Solar, Rodrigo Cunha Trindade.

Segundo o DASOL — Departamento Nacional de Aquecimento Solar — da Abrava Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento, um hotel médio de 300 quartos gasta um valor estimado em US$ 1,2 milhão por ano em energia. O DASOL estima que cerca de 6,24% de toda a energia produzida no Brasil é utilizada para aquecimento de água para banho e em empreendimentos hoteleiros, o aquecimento corresponde a cerca de 20% do consumo de energia elétrica e de até 40% do consumo global de recursos energéticos. O investimento em sistemas de aquecimento solar instalado representa algo menor que 1% em empreendimentos hoteleiros.

Linhas de financiamentos especiais

Existem no mercado diversas linhas de financiamento disponíveis para sistema de aquecimentos solares de água, com prazos para pagamento de até cinco anos. Mas a que mais chama à atenção é a linha de crédito e financiamento ProCopa do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social para ampliação e modernização do empreendimento. Este programa visa financiar a juros subsidiados a ampliação e modernização do parque hoteleiro brasileiro para atender os grandes eventos que o país irá sediar nos próximos anos. A ecoeficiência energética e sustentabilidade ambiental são requisitos básicos para taxas de juros e prazos de pagamento diferenciados. Um exemplo disso é que, para a construção de um hotel novo, se não houver certificações de eficiência energética ou de sustentabilidade, o prazo para quitar o financiamento é de 10 anos, mas se as certificações forem apresentadas, porém, os prazos podem chegar a 18 anos. Quanto às taxas, podem ser diminuídas em até 1,8% ao ano, se forem apresentadas as certificações. Vale lembrar que o BNDES dispõe de R$ 1 bilhão para o ProCopa.

Os painéis solares instalados no telhado do Blue Tree Park Lins asseguram água quente para torneiras e chuveiros do empreendimento

Apesar da linha de financiamento do BNDES oferecer diversas vantagens para os investidores hoteleiros que desejam implantar a energia solar em seus empreendimentos e considerada uma eficiente ferramenta de marketing para o hotel, na visão de muitos hoteleiros a implantação deste projeto é caro e inviável na maioria das vezes. Na verdade o que existe é uma tremenda falta de conhecimento de grande parte dos empresários do setor hoteleiro. Muitos por precaução ou mesmo por despreparo preferem adotar medidas mais imediatistas e baratas para suprir esse consumo de energia elétrica em seus hotéis.

Legislação e regulamentação do setor

Ciente da necessidade de implantar energias limpas e renováveis, os governos têm trabalhado em conjunto e hoje os equipamentos já não pagam IPI e nem ICMS e o poder público está cada vez mais convencido que o aquecimento solar é viável e bom para sociedade brasileira. Prova disto é que 27 cidades do Brasil já adotaram legislação que concede incentivos ao uso de energia solar na construção de novas edificações ou mesmo na modernização. Em São Paulo, que é uma vitrine do mercado e dita padrões e referências no Brasil, não poderia ser diferente. Levando em consideração o Código de Obras e Edificações do Município, o prefeito Gilberto Kassab sancionou no dia 21 de janeiro de 2008 o Decreto 49.148 que regulamentou a Lei 14.459 de 03 de julho de 2007. A medida está em pleno vigor e determina que todos os imóveis novos ou antigos, de uso residencial ou não, que utilizem piscina aquecida devem ter aquecimento por sistema solar. Apenas estão desobrigados do cumprimento da lei os imóveis em que for comprovada a impossibilidade de implantação do sistema de captação de energia solar.

Entre os critérios técnicos que permitem a exceção à regra está o sombreamento do local de implantação dos coletores solares por edificações ou por obstáculos externos existentes fora da edificação, e/ou sombreamento natural, considerado o período de maior incidência de raios solares sobre a área. Para garantir a viabilidade econômica da lei, os sistemas de instalações hidráulicas e os equipamentos de aquecimento de água por energia solar de que tratam esta medida devem atender, no mínimo, 40% de toda a demanda anual de energia necessária para o aquecimento de água, devendo ter, ainda, sua eficiência comprovada por órgão técnico credenciado pelo Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial.

Além de observar a legislação, os hoteleiros e investidores devem estar atentos à qualidade dos serviços para evitar aborrecimentos no futuro, pois na maioria das vezes, quem vende equipamento não está habilitado a elaborar projetos. “Recomendo que procurem uma empresa de projeto experiente e desvinculado do fornecimento de equipamentos e que sejam sempre utilizados produtos etiquetados pelo Inmetro. Sugerimos que a concepção do sistema e decisões iniciais como dimensionamento e especificações dos equipamentos sejam realizadas por profissional isento e com visão do que tem de melhor no mercado. Assim não existe conflito de interesse e pode-se conseguir o melhor retorno para os investimentos” alerta Trindade.

Hotéis ecologicamente corretos

No Brasil existem muitas empresas que fornecem soluções e equipamentos de aquecimento de água através de energia solar, como a Pro-Sol que possui produtos etiquetados e de alta qualidade, com conhecimento e comprometimento no atendimento da cadeia hoteleira e está preparada para atender obras de pequeno e de grande porte. Muitos hotéis do Brasil já descobriram as vantagens em adotar as soluções de aquecimento de água por energia solar e conseguem uma grande redução de custos com energia elétrica. Uma delas é a Pousada Piatã em Salvador que resolveu investir por necessidade cerca de R$ 8 mil num sistema de aquecimento de água em plena crise do apagão energético e não se arrependeu, pois consegue economizar 30% em apenas 11 apartamentos. Se a arquitetura da pousada permitisse implantar o sistema em todo empreendimento, a redução poderia ser no mínimo o dobro. Também em Salvador o Kiaroa Resort implantou o sistema em 2003 através de um investimento de R$ 50 mil e teve o retorno em apenas três anos com a redução do custo na conta de energia elétrica, isto sem contar a satisfação do hóspede em saber que está num resort preocupado com o meio ambiente.

A solução de energia solar também é uma boa opção para hotéis de alto luxo, como Maceió Atlantic Suites, em Alagoas. Em 1998, o hotel fez um investimento de R$ 45 mil na implantação de um moderno e eficiente sistema para aquecer água para todos os 204 apartamentos e em apenas 18 meses o investimento já estava pago. Na cidade de São Paulo, o Hotel Matsubara implantou um sistema de energia solar em conjunto com a construção da edificação e ele contempla os apartamentos, cozinha, lavanderia e piscina.

Outro empreendimento hoteleiro que também apostou na energia solar é o Blue Tree Park Lins, localizado na cidade paulista de Lins, que implantou em 2009 um sistema de aquecimento de água. Esta iniciativa vai ao encontro do preceito japonês do Mottainai (não-desperdício) que é norteador das ações ambientalmente corretas da Blue Tree. O sistema de energia solar devolve o calor à água armazenada nos reservatórios e abastece todos os quartos do resort, permitindo que os hóspedes desfrutem de água quente nos chuveiros e torneiras. A geração de energia no painel solar tem relação direta com a intensidade da luz. Em dias nublados, quando a intensidade da luz é reduzida, não se tornando suficiente para atender a demanda de energia, é utilizado um sistema de aquecimento a gás como suporte energético. O Resort prefere não divulgar o custo do investimento, mas afirma que após a implantação do sistema solar, houve uma redução considerável do gasto com energia elétrica e que esta ação, aliada a outras de conscientização ambiental, servem para atrair e fidelizar os hóspedes. E seu hotel, se preocupa com as energias renováveis do planeta ou somente uma única hora por ano?

Studio Equinócio

Fonte: Revista Hotéis – 07.04.2011

Marco Maia quer intercâmbio com Espanha sobre energia renovável

Em viagem oficial à Espanha, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, visitou nesta sexta-feira duas empresas do país que atuam na geração de energia a partir de fontes renováveis.

Marco Maia conheceu experiências de produção de energia a partir do lixo e da radiação solar, e pretende promover um intercâmbio entre Brasil e Espanha no setor. “Vou trabalhar para a realização de um encontro entre empresários e lideranças políticas espanholas com representantes brasileiros no segundo semestre no Brasil para incentivarmos a troca de experiência entre os dois países”, declarou.

Acompanhado do 1º secretário da Mesa Diretora, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), Maia esteve pela manhã na Sener, empresa referência no setor. No centro tecnológico de Madri, o presidente da Câmara foi recebido pelo diretor-geral da empresa, Santiago Ugaldea, e conheceu o projeto de geração de energia elétrica a partir de resíduos sólidos, em particular, lixo urbano orgânico.

Durante a visita, Maia foi informado de que a usina de Bilbao, a 400km de Madri, tem capacidade para fornecer energia para 400 mil pessoas. Os espanhóis demonstraram interesse em implantar essa tecnologia no Brasil e estimam atender cidades de até 600 mil habitantes.

Para o presidente da Câmara, o conhecimento espanhol pode ser aplicado no Brasil. “Essa tecnologia pode ser muito bem aproveitada no País, tendo em vista que o lixo urbano é tido como um dos grandes problemas das grandes cidades”, afirmou Marco Maia.

Energia solar

À tarde, o presidente da Câmara visitou a usina termossolar Mancha Sol, em Alcazar de San Juan, a 150km de Madri. Essa usina produz energia elétrica a partir da radiação solar que incide no cloreto de sódio (sal de cozinha). A principal vantagem da tecnologia é não produzir resíduos.

Marco Maia mostrou disposição para ajustar a legislação a fim de incentivar o uso de energia limpa no Brasil. Ele citou o Projeto de Lei 630/03, do ex-deputado Roberto Gouveia, que cria um fundo para financiar pesquisas e incentivar a produção de energia elétrica e térmica a partir das energias solar e eólica. A proposta foi aprovada em comissão especial e, por tramitar em caráter conclusivo, deveria ter seguido para o Senado. No entanto, foi apresentado recurso para que o projeto seja votado pelo Plenário, e esse recurso ainda aguarda análise.

Studio Equinócio

Fonte: Agência Câmara

MMA e BNDES acertam detalhes de aplicação de recursos do Fundo Clima – energia solar está entre temas prioritários

Projetos de todo o Brasil também poderão ser apresentados para a aplicação de R$ 2 milhões

Nas últimas semanas, técnicos do ministério e do BNDES estiveram reunidos para debater os detalhes da aplicação de R$ 233 milhões previstos no orçamento da União, que beneficiarão projetos para economia de baixo carbono no País

As cláusulas do contrato firmado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Ministério do Meio Ambiente, para operar linhas de crédito do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), deverão estar prontas em cerca de dois meses. Nas últimas semanas, técnicos do MMA e do BNDES estiveram reunidos para debater os detalhes da aplicação de R$ 233.727.463,00 previstos no orçamento da União, que beneficiarão projetos para economia de baixo carbono no País.

“Ainda temos que ajustar outros detalhes, como taxas de juros, para que comecem a ser publicados editais e chamadas públicas”, informa Estevan Del Prette, gerente do Fundo Clima no MMA. Segundo ele, os créditos poderão ser operados diretamente pelo BNDES ou a instituição poderá repassar para serem operados pela Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil ou Banco do Nordeste.

O BNDES vai operar R$ 200 milhões a serem distribuídos como linhas de crédito reembolsáveis a governos, empresas públicas ou privadas em projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa e também de adaptações a situações provocadas por mudanças do clima.

Os projetos podem beneficiar qualquer região brasileira. Há temas prioritários definidos pelo MMA, mas podem ser aprovadas propostas que não tenham sido previstas, desde que atendam a critérios de seleção. Para as linhas de crédito reembolsáveis, estão previstas verbas para transporte, energia renovável, combate a desertificação e limpeza urbana.

Estevan Del Prette observa que R$ 200 milhões serão repassados pelo Tesouro Nacional ao BNDES ainda em 2011. Mas a sua aplicação pelo banco (que como empresa pública não é submisso às regras do Sistema de Administração Financeira) não precisa ser neste ano. O dinheiro poderá ser gasto de acordo com cronogramas a serem firmados com os proponentes dos projetos.

Reembolsáveis – Poderão ser apresentados projetos nas áreas de infraestrutura de regiões metropolitanas de todo o País, com propostas diretamente oferecidas ao BNDES para modais de transporte e melhoria da mobilidade urbana. Nesses casos, os empréstimos terão carência de oito anos, para pagamento em até 25.

Há previsão, ainda, para o desenvolvimento tecnológico e cadeia produtiva de energia solar para todo o Brasil. Para esse tema, serão destinados empréstimos com oito anos de carência, e 15 para pagamento, por meio de editais para chamada de projetos a serem analisados pelo BNDES.

Nas regiões sem acesso ao sistema interligado de energia elétrica, especialmente no Nordeste, Norte e Centro-Oeste, estão previstas linhas de crédito para projetos de geração e distribuição local de energia renovável (eólica, solar, biomassa e marés). As propostas neste caso serão apresentadas diretamente pelo BNDES. A previsão é de empréstimos com carência de até oito anos e prazo de pagamento de até 15.

O Fundo Clima também tem orçados investimentos para fornos mais eficientes na produção de carvão vegetal. Esse é um dos vilões de danos ambientais e sociais. O objetivo são as regiões produtoras de ferro gusa, especialmente no Pará, Maranhão, Tocantins e Minas Gerais. Quando estiverem definidos os detalhes necessários para o chamamento, os projetos deverão ser apresentados para análise do BNDES. Os empréstimos para essa linha de crédito terão carência de cinco anos, com prazo de 12 para pagamento.

A indústria também terá acesso a crédito para a compra de máquinas e equipamentos com melhor eficiência energética. Estão previstas verbas para operações por meio de agentes financeiros do BNDES. Os empréstimos terão carência de dois anos e o pagamento deverá ser feito em oito anos.

Outro foco dos investimentos a serem financiados pelo Fundo Clima são as desertificações que ocorrem no Nordeste. Estão previstos recursos para iniciativas públicas e privadas, como viveiros de mudas nativas, revegetação de áreas de preservação permanente, produção de frutos, fibras e madeiras nativas. O BNDES vai analisar projetos, que terão carência de oito anos e 12 para pagar.

Energia – O Fundo Clima tem ainda linhas de crédito especiais para o setor de energia com uso de resíduos sólidos nas 12 capitais que sediarão jogos da Copa do Mundo, em 2014, e em suas regiões metropolitanas. Os empréstimos terão carência de cinco anos e até 15 anos para amortização.

Não reembolsáveis – Outros R$ 29.167.463,00 serão recebidos pelo MMA do Tesouro para aplicação direta pelo ministério em políticas do Plano Nacional de Mudanças do Clima, com linhas de crédito não reembolsáveis.

Para as populações mais vulneráveis do Nordeste, o Fundo Clima deverá publicar edital com previsão de R$ 4 milhões oferecidos a fundo perdido para o apoio à difusão de tecnologias premiadas em adaptação e mitigação de mudanças climáticas.

O combate à desertificação também terá recursos a fundo perdido. O orçamento da União prevê investimentos para o Nordeste, especialmente em municípios que fazem parte de estratégias dos Territórios da Cidadania. Serão destinados R$ 6 milhões para manejo florestal comunitário, pesquisa e desenvolvimento e difusão de tecnologias para melhor convívio com o semiárido. Serão realizadas ações por meio de termos de cooperação e planos de trabalho.

Mas o Brasil todo pode apresentar propostas. Para a prevenção de desastres naturais, o MMA vai disponibilizar R$ 5 milhões para as melhores propostas de campanhas educacionais para melhorar a disposição do lixo urbano. Quando estiverem prontos os detalhes a serem ainda formalizados pelo Fundo Clima, a contração será direta, por meio de licitação e também de convênios.

Outros R$ 2 milhões serão disponibilizados pelo MMA, por meio de chamadas públicas, para projetos de gestão pública a serem apresentados com o componente “adaptação” do Plano Nacional de Mudança do Clima. A contratação será direta, por meio de licitação. Também haverá R$ 10 milhões para gestão pública de sistemas de alerta contra desastres naturais, por meio de termo de cooperação.

Projetos de todo o Brasil também poderão ser apresentados para a aplicação de R$ 2 milhões, para mitigação dos efeitos de gases-estufa, por meio de sistemas de monitoramento de emissões em florestas e na agricultura.

Adaptado Studio Equinócio

Fonte: Semiárido.org.br

La instalación de calentadores solares rebaja el 70 % de la demanda de energía anual del hogar o la industria

 

Arquitectos Juan Ferrer y Rosario Etchebarne, junto al ingeniero Carlos Felipe Farías (de Brasil)

La instalación de calentadores solares rebaja el 70 % de la demanda de energía anual del hogar o la industria

-Lo aseguró especialista brasileño en Regional Norte

Con participación internacional y durante 3 días en la Regional Norte se desarrolló un curso sobre calentamiento solar. La presencia de un destacado profesional brasileño sirvió para que egresados y docentes se aproximaran a las tecnologías de diseño y calculo de colectores solares, instrumentos de una energía alternativa que se va dando paso en nuestro país.

CAPACITACIÓN EN REGIONAL NORTE

Rosario Etchebarne y Juan Ferrer, integrantes del Departamento de Aquitectura en la Regional Norte, junto al ingeniero brasileño (de Bello Horizonte) Carlos Felipe Farías, brindaron información sobre la instancia de capacitación realizada en dicha casa de estudios en donde se analizó la temática referida a todas las tecnologías de diseño y cálculo de colectores solares tanto para la vivienda como para otros programas arquitectónicos como piscinas, áreas industriales, hoteles, clubes deportivos, entre otros.

Carlos Farías, en un español perfecto, expresó que “es la cuarta vez que viene al Uruguay para compartir la experiencia brasileña de desarrollo de la tecnología solar térmica”. Expresó que en Brasil se viene desarrollando este tipo de energía desde hace más de 15 años.

IMPACTO ECONÓMICO,SOCIAL Y AMBIENTAL

Una de las principales aplicaciones de la energía solar es “para el calentamiento de agua, que puede alcanzar una temperatura de 90 grados”. Por eso se identifica el calentamiento de piscinas como una aplicación bastante importante. También se da el calentamiento de agua para uso sanitario, con una realidad brasileña que registra “más de 80 mil viviendas de interés social, que utilizan los calentadores locales como tecnología para proporcionar un ahorro de energía eléctrica”. Según el técnico “en Brasil el impacto económico, social y ambiental es bastante grande porque la mitad de la renta mensual de una familia es destinada para pagar las cuentas de energía eléctrica, y la mitad de ese gasto se genera por el calentamiento de agua”. Cuando se instala un calentador solar aseguró que “conseguimos rebajar 70 u 80 % de la demanda de energía anual para calentar el agua”. Entre 2011 y 2012 los planes del gobierno brasilero son crear 400 mil viviendas nuevas con calentadores solares para familias más pobres.

ES UNA GRAN OPORTUNIDAD PARA URUGUAY

Farías informó que en Brasil hay más de 2 mil edificios de apartamentos entre 12 y 30 pisos  “que tienen sistemas centrales de agua caliente solar”. Cree que es interesante que en Uruguay se creen conceptos de proyectos que integren la tecnología solar en nuevas edificaciones, con un estudio arquitectónico bastante importante.

Ejemplificó que en otras partes del mundo se utiliza mucho este tipo de energías: en Austria “de cada 4 viviendas, 1 tiene sistema de calentamiento solar, y eso que en dicho país hay un 30% menos de radiación solar que en Brasil o Uruguay”. Por eso estamos ante una gran oportunidad de desarrollar una tecnología específica en Uruguay que contribuya para calentar el agua como para la calefacción de las viviendas.

DEMANDA COMERCIAL E INDUSTRIAL

La aplicación en edificios comerciales, como hoteles, hospitales que tengan un consumo de agua bastante grande es muy significativo. También se da en predios públicos de varios Estados de Brasil en donde existen leyes que obligan la utilización de calentamiento solar para agua. Este tipo de energía solar se combina con otra, como el gas o la energía eléctrica.

En el sector industrial hay una demanda de calor para procesos de precalentamiento de agua para una caldera o generación de vapor, fabricación de productos relacionados con la agroindustria, secado de granos, de frutas, de madera, y otras aplicaciones que crecen cada vez mas.

BRASIL: 3er PRODUCTOR MUNDIAL DE CALENTADORES SOLARES

Brasil ocupa el tercer lugar en el mercado mundial de calentadores  solares. En 2010 fueron instalados 1 millón de metros cuadrados de colectores solares. En Alemania se instalaron 1,2 millones y en la China fueron 50 millones de metros cuadrados. Brasil tiene una larga experiencia desde el año 1994, principalmente en aplicaciones sociales y en predios públicos.  Los grandes impulsores de estas tecnologías es la compañía estatal de energía eléctrica, que en general dona equipos para familias pobres. Dicha compañía está obligada a destinar el 0,5 % de sus ganancias (o facturación) para aplicaciones sociales de eficiencia energética. Para esta eficiencia hay dos programas principales: la instalación de calentadores solares y el cambio de heladeras.  Por otra parte el gobierno federal en el marco del programa “Mi Casa Mi Vida” dona calentadores de altísima calidad. Para el caso de familias que no son pobres tienen la opción de hacer un financiamiento durante 15 años.

MOCHILA Y CELULAR CON PANEL SOLAR

El ingeniero Farías tenía sobre la mesa una novedosa mochila que tiene incluida un panel fotovoltaico con el cual acumula energía y de ahí se puede conectar a una computadora portátil o a un celular. También tenía un celular que funciona con un panel solar propio.

Studio Equinócio

Fonte: http://www.diarioelpueblo.com.uy/generales/la-instalacion-de-calentadores-solares-rebaja-el-70-de-la-demanda-de-energia-anual-del-hogar-o-la-industria.html

VOTE SOLAR: – Energia solar em casas populares do Distrito Federal

A Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) aprovou na última semana parecer favorável ao projeto de lei nº 916/2008, de autoria da deputada Eliana Pedrosa (DEM), que trata da instalação de equipamentos de aquecimento solar em alternativa à rede elétrica, para alimentação dos chuveiros nas casas populares integrantes do programa habitacional do Distrito Federal.

A proposta foi aprovada com os votos favoráveis dos deputados Cláudio Abrantes (PPS), Evandro Garla (PRB) e Rôney Nemer (PMDB). Segundo o texto da proposição, o gestor do programa habitacional deverá utilizar equipamentos simplificados, de preferência produzidos por empresas locais.

 

Studio Equinócio
Fonte: BSB Notícias

Novo estudo diz que painéis solares são "Contagiosos"

É mais provável você instalar painéis solares se o seu vizinho tem os mesmos instalados? Um novo estudo (PDF) de Stanford diz que é. Mais especificamente, considera que para cada aumento de 1% no número de instalações em um código postal específico, o tempo até à próxima instalação solar diminui de 1% por cento. Ou, como Adam Browning colocou no programa Vote Solar: solar é contagiante!

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